quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O PLANO DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO (PAC)


O PAC não pode ser visto e entendido senão como mais um pacote sem qualquer possibilidade de nos encaminhar para um novo rumo em nossas finanças públicas, o nosso verdadeiro e definitivo problema, quando se verifica que nos últimos oito anos, 1999/2006, o País pagou a quantia de R$999,0 bi e, ainda, somou à dívida anterior, mais R$ 768,0 bi, perfazendo um total de juros devidos igual a R$ 1.767,0 bi, numa média anual de R$ 220,875 bi ou (R$1.162,00 per capita), números que significam a impossibilidade de qualquer distribuição de rendas ou de riquezas às populações brasileiras menos favorecidas, numa rota direta para o continuado empobrecimento geral do povo e o caos financeiro da nação.
Esta situação exige uma mudança radical na política das finanças públicas nacionais, obrigando a produção de um plano de longo prazo, no qual se respeite a Constituição em vigor a mais de 18 anos e ainda não se viu cumprida, e que reverta em cento e oitenta graus o presente rumo de crescimento anual e continuado da dívida do Estado com terceiros, passando a amortizá-la e a absorvê-la através da poupança popular doméstica, formada por uma nova previdência social pública, sob a égide de um regime de sua própria capitalização, em cuja criação aplica-se um novo e inédito sistema único de aposentadorias e pensões, paralelo a um programa de redistribuição de rendas e de um novo fundo, O Potesouro, os quais se constituirão num verdadeiro tripé como suporte financeiro capaz de realizar todos os nossos sonhos de um Brasil grande e povo soberano e feliz, interrompendo a longa e custosa sangria das riquezas produzidas por todos os trabalhadores brasileiros, enganados, vilmente, por omissos, malvados, ou incompetentes administradores de nossas finanças públicas.

Rio de janeiro, 04 de fevereiro de 2007.

Reny Ribeiro da Silva.