REFORMA PREVIDENCIÁRIA E FINANÇAS PÚBLICAS
Reformar, no caso do sistema de aposentadorias e pensões, só tem sentido se for para melhorar, aprimorando os objetivos visados não só para o Estado, assim como também para a sociedade, a verdadeira base sistêmica contributiva participante e usuária beneficente, respectivamente, no presente e no futuro, como ativos pagantes e inativos beneficiários, sem proveito dos recursos do Estado, exceto da sua estrutura administrativa.
As propostas do Governo enviadas ao Congresso, nos últimos anos, não tem este espírito, contraria a nova Constituição promulgada em outubro de 1988 e parece-nos totalmente contra indicada, pois, somente prejudica os dois interessados diretos, Povo e Estado, privilegiando mais uma vez a concentração de rendas e das riquezas, sufocando a cidadania e impedindo o Estado de obter mais recursos para que ele possa bem cumprir a sua única e importante finalidade – prover o bem-estar geral da sociedade que lhe criou, somente para tal função.
FINANÇAS – A ciência e a profissão do manejo do dinheiro, particularmente do dinheiro do Estado (Dicionário Aurélio).
Finanças como simples manejo do dinheiro pode ser entendido como uma aritmética primária, ensinada nos primeiros quatro anos de estudo do primeiro grau, somando, subtraindo, multiplicando e dividindo, e enfeitando os resultados com os símbolos de moeda, cifrão ($) e, quando necessário, com o de percentual (%). Ela é de tão fácil compreensão que é muito comum presenciar-se verdadeiros analfabetos saindo-se muito bem em suas contas e negócios. Manejada com extrema responsabilidade e bons propósitos é certo que evitará transtornos a quem a administra e levará segurança, confiança e felicidade para todos aqueles que estejam vinculados a essa administração, além de irradiar ampla confiabilidade para todas as sociedades suas parceiras comerciais.
Assim sendo é bastante fácil concluir que o Brasil, para sair da atual rota na qual se encontra, do monstruoso endividamento, portanto, dentro de uma doutrina heterodoxa, mas apelidada de ortodoxa pelos nossos governantes, deverá só e imediatamente iniciar uma curva para o novo rumo ao encontro de uma verdadeira ortodoxia financeira, que se baseie nos postulados adiante:
- a receita sempre maior do que a despesa;
- implantar um novo sistema público e único de aposentadorias e pensões, através da criação de um fundo constituído por uma poupança compulsória, o qual se tornaria, então, paulatinamente a sua principal e, ao final, sua única fonte de financiamento, em atendimento, inclusive, às constantes reclamações de economistas e governantes de que a nossa poupança popular doméstica é insuficiente para cobrir todas as necessidades do Estado.
- envidar o maior esforço no sentido de amortizar o máximo das dívidas com terceiros, no mais breve espaço de tempo;
- comprar e gastar só naquilo que for essencial;
- empreender ações de modo que haja maior pulverização de rendas sobre as diversas camadas populacionais, acelerando a velocidade de circulação do dinheiro e gerando mais recursos para o Estado e empregos e oportunidades para a cidadania;
- compreender que o poder financeiro é também poder político, e por isso é primordial que o fundo administrado pelo Estado seja de posse do povo, exclusivamente, de forma que uma democracia social, verdadeira, se encontre implantada e estabelecida no país, definitivamente.
Rio de Janeiro, 12 de outubro de 2003.
RENY RIBEIRO DA SILVA.
Reformar, no caso do sistema de aposentadorias e pensões, só tem sentido se for para melhorar, aprimorando os objetivos visados não só para o Estado, assim como também para a sociedade, a verdadeira base sistêmica contributiva participante e usuária beneficente, respectivamente, no presente e no futuro, como ativos pagantes e inativos beneficiários, sem proveito dos recursos do Estado, exceto da sua estrutura administrativa.
As propostas do Governo enviadas ao Congresso, nos últimos anos, não tem este espírito, contraria a nova Constituição promulgada em outubro de 1988 e parece-nos totalmente contra indicada, pois, somente prejudica os dois interessados diretos, Povo e Estado, privilegiando mais uma vez a concentração de rendas e das riquezas, sufocando a cidadania e impedindo o Estado de obter mais recursos para que ele possa bem cumprir a sua única e importante finalidade – prover o bem-estar geral da sociedade que lhe criou, somente para tal função.
FINANÇAS – A ciência e a profissão do manejo do dinheiro, particularmente do dinheiro do Estado (Dicionário Aurélio).
Finanças como simples manejo do dinheiro pode ser entendido como uma aritmética primária, ensinada nos primeiros quatro anos de estudo do primeiro grau, somando, subtraindo, multiplicando e dividindo, e enfeitando os resultados com os símbolos de moeda, cifrão ($) e, quando necessário, com o de percentual (%). Ela é de tão fácil compreensão que é muito comum presenciar-se verdadeiros analfabetos saindo-se muito bem em suas contas e negócios. Manejada com extrema responsabilidade e bons propósitos é certo que evitará transtornos a quem a administra e levará segurança, confiança e felicidade para todos aqueles que estejam vinculados a essa administração, além de irradiar ampla confiabilidade para todas as sociedades suas parceiras comerciais.
Assim sendo é bastante fácil concluir que o Brasil, para sair da atual rota na qual se encontra, do monstruoso endividamento, portanto, dentro de uma doutrina heterodoxa, mas apelidada de ortodoxa pelos nossos governantes, deverá só e imediatamente iniciar uma curva para o novo rumo ao encontro de uma verdadeira ortodoxia financeira, que se baseie nos postulados adiante:
- a receita sempre maior do que a despesa;
- implantar um novo sistema público e único de aposentadorias e pensões, através da criação de um fundo constituído por uma poupança compulsória, o qual se tornaria, então, paulatinamente a sua principal e, ao final, sua única fonte de financiamento, em atendimento, inclusive, às constantes reclamações de economistas e governantes de que a nossa poupança popular doméstica é insuficiente para cobrir todas as necessidades do Estado.
- envidar o maior esforço no sentido de amortizar o máximo das dívidas com terceiros, no mais breve espaço de tempo;
- comprar e gastar só naquilo que for essencial;
- empreender ações de modo que haja maior pulverização de rendas sobre as diversas camadas populacionais, acelerando a velocidade de circulação do dinheiro e gerando mais recursos para o Estado e empregos e oportunidades para a cidadania;
- compreender que o poder financeiro é também poder político, e por isso é primordial que o fundo administrado pelo Estado seja de posse do povo, exclusivamente, de forma que uma democracia social, verdadeira, se encontre implantada e estabelecida no país, definitivamente.
Rio de Janeiro, 12 de outubro de 2003.
RENY RIBEIRO DA SILVA.